Pérolas Dantescas

Entradas categorizadas em ‘Estórias do supermercado’

ADEUS MAMÃE (nossa pequena homenagem ao dia das mães, em maio comemorado)

17 Maio, 2008 · Deixe um comentário

        Um jovem muito bonito estava fazendo compras no supermercado (pode até ser o Supermercado Dante), quando notou que uma simpática velhinha o seguia por todos os lados. Se ele parava, ela também e ficava olhando fixamente nele. Finalmente, já no caixa, ela se atreveu a falar com ele:

        — “Espero que não o tenha incomodado com meus olhares, mas é que você se parece demais com meu filho que faleceu, o querido Adalberto”.

        O jovem, com um nó na garganta, respondeu que tudo bem, que não havia problema.

        A velhinha lhe disse:

        — Quero te pedir uma coisa. Só uma, por favor!

        O jovem respondeu:

        — Sim, pode pedir.

        O rapaz estava quase chorando de emoção.

        A velhinha falou que queria que ele lhe dissesse “Adeus, mamãe!”, quando ela fosse embora do supermercado. “Isso me fará muito feliz”, disse.

        O jovem, sabendo que seria um gesto que encheria o coração e espírito da velhinha, aceitou na hora.

        Então, enquanto a pobre velhinha passava pela caixa registradora, se voltou sorrindo e, agitando sua mãozinha, disse:

        — Adeus, meu filho!.

        Ele, cheio de amor e ternura, lhe respondeu comovido:

        — Adeus, mamãe!.

        O rapaz, contente e satisfeito, pois com certeza, havia dado um pouco de alegria à bondosa velhinha, continuou passando suas compras.

        — São r$559,oo, lhe disse a moça do caixa.

        — Por que tanto se só levo cinco produtos baratos. Verifique novamente, pois minha conta deve dar uns r$15,oo mais ou menos.

        E a moça do caixa lhe disse:

        — Sim, mas sua MÃE disse que você pagaria pelas compras dela também…

Categorias: Estórias do supermercado

DINHEIRO NA MÃO

9 Maio, 2008 · Deixe um comentário

Possuo um fornecedor de fubá, milho in natura, farinha de milho, bem simples ele é, uma italianão corado, enorme e falante. Lá das bandas de um reduto dessa etnia, o Bairro São Braz, seqüência de Santa Felicidade.

        Sempre apertado financeiramente, ou finge, no qual acredito. Porque como um verdadeiro italiano, assim age pra não deixar muito dinheiro nas mãos de seus devedores.

        Um belo dia ele entrega um pedido em meu supermercado e fala: “nóis desencontremo otro dia, i o dotore não deo o cheque. Óia seu Dante, mormente num preciza mais si preocupa, porque doravante eu tô trabaiando com mai fórga, e o fiado seo é como dinhero no caxa. Pode fica sussegado, nóis se acertemo co tempo”.

 

 

 

 

 

Categorias: Estórias do supermercado