Já avisei lá em casa. Quando eu morrer, quero que escrevam em minha lapide:
“Foi bom enquanto durou”
Já avisei lá em casa. Quando eu morrer, quero que escrevam em minha lapide:
“Foi bom enquanto durou”
Categorias: Causos
O bispo precisava de dinheiro para obras assistenciais da Diocese e consegue uma rápida audiência com o Ministro da Fazenda.
Ele recebe o prelado e fala:
– Reverendíssimo, sou cristão e com todo respeito à Santa Igreja, o senhor deve saber que eu lido com o dinheiro publico, mas certamente desconhece alguns detalhes do meu trabalho. Creio que o senhor nem imagina o valor da divida publica? Do orçamento para a saúde? Da verba imensa destinada às ONGs que cuidam das criancinhas órfãs?
– Hummmm! Não, não sei… – responde o bispo todo constrangido.
– E o senhor sabe, por acaso que eu tenho imensa responsabilidades com os velhinhos nos asilos? Com os desabrigados da ultima enchente? Com os sem-teto? Com os flagelados da seca no nordeste?
O bispo fica mudo diante de tamanho problema.
– E o senhor sabe também – continua o ministro, já um tanto irritado – que temos que socorrer os aposentados da Previdência, com processos e mais processos contra a União? Os doentes terminais nos hospitais? As viúvas? Sabe?
– Desculpe, realmente não sabia. Diz o Reverendo morrendo de vergonha.
Conclui o ministro, já no auge de sua ira:
– E o senhor acha que seu eu não dou um tostão para eles, vou dar para suas obras?
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